Toda a Igreja celebrou, na última segunda-feira, dia 2, na Festa da Apresentação do Senhor, o Dia Internacional da Vida Consagrada. Queremos nesta coluna homenagear, com sentimentos de profunda gratidão, a Congregação das Irmãs Filhas de São José, especialmente as abnegadas e tão queridas irmãs Casilda, Ines e Maria José, todas, a serviço da evangelização do povo trabalhador e solidárias com os desempregados e sub-empregados, mais especificamente com a mulher trabalhadora. Damos boas vindas, com votos de perseverança, à aspirante Ana. Estendemos nossa saudação aos Verbitas, da S. Sebastião e às Irmãs do Divino Zelo.

Faço uso, para isso, da homilia do Papa Francisco nesse dia. Para ele “o carisma de cada família religiosa é guardado pela obediência e a sabedoria, juntas”. E por este caminho "evitamos viver a nossa consagração de forma superficial e desencarnada, como se fosse uma gnose, que se reduziria a uma ‘caricatura’ da vida religiosa, onde se implementa uma sucessão sem renúncia, uma oração sem encontro, uma vida fraterna sem comunhão, uma obediência sem confiança, uma caridade sem transcendência”.

Francisco pediu para imaginar Maria que caminha com o Menino Jesus nos braços, o leva ao templo, o introduz no povo, leva-o a encontrar o seu povo. Os braços – assegurou o Papa – são como a “escada” em que o Filho de Deus desce até nós, a escada da condescendência de Deus. Assim, o Santo Padre explicou o duplo caminho de Jesus: Ele desceu, se fez como nós, para subir ao Pai conosco, tornando-se como Ele. E podemos contemplar esse movimento “no coração, imaginando a cena evangélica de Maria que entra no templo com o Menino nos braços. A Virgem caminha, mas é o Filho que caminha à sua frente".

"Quem segue Jesus se coloca no caminho da obediência, imitando a condescendência do Senhor, abaixando-se e fazendo própria a vontade do Pai, também até a destruição e a humilhação de si mesmo”, disse o Papa. Para um religioso – indicou – progredir é abaixar-se no serviço.

Por outro lado, o Papa explicou que este caminho toma forma na regra, marcada pelo carisma do fundador. “A regra insubstituível, para tudo, é sempre o Evangelho, este abaixar-se de Cristo, mas o Espírito Santo, na sua criatividade infinita, o expressa também nas diferentes regras de vida consagrada, mas todas nascem da sequela Christi, deste caminho do abaixar-se servindo”. Em seguida, o Pontífice recordou que a alegria do religioso é consequência desse caminho de abaixar-se com Jesus. Por isso, quando um religioso está triste deveria perguntar-se como está vivendo esta dimensão do empobrecimento, propôs o Papa.

Na passagem da Apresentação de Jesus, a sabedoria está representada por dois anciãos. Simeão e Ana "O Senhor lhes deu sabedoria através de um longo caminho na via da obediência à sua lei, obediência que, por um lado, humilha e destrói, mas, por outro lado, cuida e garante a esperança, e agora são criativos porque estão cheios do Espírito Santo.

Como no caso de Maria, explicou o Santo Padre, também o ancião leva o menino, mas, na verdade, é o menino que conduz o ancião. Sobre isso o Papa observou que é curioso que aqui não são os jovens os criativos: “Os jovens, como Maria e José, seguem a lei do Senhor, o caminho da obediência. E “o Senhor transforma a obediência em sabedoria, com a ação do seu Espírito Santo”, acrescentou. Francisco lembrou que a obediência e a docilidade não são uma coisa teórica. Também disse que "através do caminho perseverante na obediência, amadurece a sabedoria pessoal e comunitária, e assim se faz possível também adaptar as regras aos tempos: a verdadeira ‘atualização’, de fato, é obra da sabedoria, forjada na docilidade e na obediência.

Por fim, o Santo Padre afirmou que como Maria e Simeão "queremos carregar Jesus nos braços para que se encontre com seu povo”. E foi esse o caminho abraçado pelos queridos trirrienses: Irmã Eliene - igualmente Filha de São José - os padres Djalma, Rene – os três, filhos de nossa paróquia -, Décio e Carlos André – do Monte Castelo -, Alexandre – Vila Isabel -, Jorge e Jonas – do Cantagalo – e José Luiz – de São Judas Tadeu. Nessa ano jubilar de nossas paróquias de São Sebastião (90 anos) e São José Operário (50 anos), são vocês o sinal da vitalidade de uma Igreja de leigos e leigas engajados na solidariedade e na evangelização do povo trabalhador. Só um ambiente assim é favorável ao florescimento de novas vocações.

Medoro, irmão menor – padre pecador