
Pe. Geraldo Ferreira Dias
Vigário Paroquial de Vassouras
Celebramos, no dia 7 de setembro, o Dia de nossa Independência, efeméride mais importante de nossa Pátria.
É a concretização do sonho acalentado, por séculos, por tantos brasileiros, entre eles alguns mártires, prova maior do amor à Pátria. O sangue derramado de muitos foi a semente de outros muitos, sentinelas e guardiões da liberdade.
Todavia, só chegamos à independência, porque alguém abriu o caminho a seguir, até acontecer o “Grito do Ipiranga”.
Quaisquer que tenham sido os motivos e as circunstância da heroica atitude, faz-se necessário recordar que alguém amou este chão explorado e banhado de sangue; alguém assumira todos os riscos em defesa da mais elevada causa, abraçada com bravura e determinação.
A celebração da nossa Independência, porém, nos compromete a todos, chamados a tornar realidade, outras independências de situações que escravizam tantos brasileiros, excluídos de seus direitos mais fundamentais.
Para isso, espera-se um País de um povo consciente de seu papel na construção de nova história, responsável pelo seu próprio destino, conduzido por homens íntegros, honestos e competentes.
Muito tempo depois, um grande homem, Mahatma Gandhi já nos dizia: “O mais importante não é repetir a história, e, sim, fazer nova história”. Isso equivale a mudança de homens com nova mentalidade, para resgate urgente de valores fundamentais de amor à Pátria, sem corrupção, para que se reacenda o orgulho desta Nação.
Faz-se urgente a educação dos valores éticos e morais, num esforço permanente para educação de gerações, como promessa de uma Pátria verdadeiramente livre, digna e soberana, respeitada por todas as nações.
Acreditando nisso é que o protomártir de nossa Independência, Tiradentes, disse: “Se todos quizessem, poder-se-ia fazer do Brasil uma grande nação”.
Ele fez a sua parte. É preciso, porém, que outros muitos façam jus a seu gesto heroico: de morrer pela Pátria.
A liberdade, porém, é assegurada pela “eterna vigilância” sobre todas os perigos que venham a ameaçar os direitos de cidadania, a paz e a justiça social, para que o Brasil alcance outras conquistas.
Outros “gritos” precisam ser ouvidos: Contra a humilhação do desemprego, da fome, da morte precoce de muitos, dos sem-teto e sem-terra, dos latifúndios improdutivos, cujos senhores emperram a reforma agrária, que, uma vez conquistada, livrará milhões de famílias, da fome e da exclusão social.
Outros “gritos” de Independência precisam ser dados, para que nossos governantes acordem e ouçam os clamores da Pátria em favor de seus filhos.
“O Brasil espera que cada um cumpra seu dever”, disse um grande brasileiro. Bem antes, o Alferes Tiradentes já havia dito: “Se todos quizessem, poder-se-ia fazer do Brasil, uma grande nação”.
Que a memória desse herói da nossa Independência, não se perca nas novas gerações.
Na verdade, nosso País precisa crescer e não definhar. Crescer na consciência nacional, no amor ao rico solo, à espera de sua transformação, em oficina de trabalho, amparado pela justiça distributiva, a fim de tornarmos realidade o lema de nossa bandeira: “Ordem e Progresso”.
É urgente que se resgate o amor à Pátria, nossas tradições, e a memória dos que marcaram nossa história de bravura e de sonhos, deixando para nós, extraordinário legado para orgulho de todo cidadão de bem.
Acorda, Brasil! Outros gritos precisam ser ouvidos em defesa de seu humilhado povo.
Um forte sinal de esperança o profético artigo do nosso reverendíssimo irmão-padre; o qual partilho com grata alegria com os amigos leitores desta coluna.
Medoro, irmão menor-padre pecador