No próximo domingo acontecem as eleições municipais para prefeito e vereadores. O Movimento Fé e Politica, para ajudar na conscientização sobre nossa responsabilidade cidadã, divulgou nas comunidades a Cartilha de Orientação Politica, elaborada pela CNBB-Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Regional Sul 2. Às vésperas deste pleito eleitoral compartilhamos os critérios éticos do bom eleitor e do bom politico.

O bom Eleitor

É uma pessoa honesta: não vende seu voto, nem troca por benefícios pessoais (dinheiro, gasolina, favores, qualquer tipo de bens materiais, cargos, emprego e outros), nem por benefícios concedidos à família, ao grupo ou comunidade. Pensa no bem de todos.

Respeita os adversários políticos: embora tenha suas convicções pessoais, respeita o fato de que outros possam pensar diferente; dialoga, não impõe seu pensamento; na vitória é discreto, não precisando apelar para a provocação ou humilhação dos adversários.

Deixa a liberdade de escolha: não obriga seus empregados, moradores de seu bairro, membros de sua comunidade ou igreja, familiares, amigos e colegas a votar em seu candidato; não se serve de chantagens, mentiras ou pressões. Em outras palavras, não fica “enchendo o saco” dos outros.

É racional, ponderado: avalia, analisa a pessoa do candidato (seu perfil) e quem o acompanha ou apoia e não se deixa influenciar por promessas eleitoreiras ou por difamações baratas.

Tem coragem de denunciar: quando tem provas, denuncia ações de partidos ou candidatos que desrespeitem a Lei Eleitoral.

Compromete-se com a comunidade: interessa-se pelo bem do município e dos cidadãos. Não apenas cumpre com seu dever de votar, mas procura acompanhar os eleitos no exercício do mandato.

É necessário que o eleitor preencha os requisitos apresentados. De nada adianta fazer generalizações do tipo: Ninguém presta, são todos ladrões ou política não se discute, ou ainda, eu anulo meu voto. A quem favorece esse tipo de pensamento? Favorece os maus políticos, é lógico. É possível distinguir a política (que é importante) e a politicagem (que é o mau uso da política).

O bom Politico

É ético e corajoso: o bom candidato tem senso de justiça, é coerente entre o discurso e a prática; é honesto, transparente e verdadeiro antes, durante e depois da campanha política; é responsável na administração dos recursos financeiros da comunidade.

É defensor da vida: que o candidato defenda a dignidade da pessoa humana e da vida, em todas as suas manifestações, desde a sua concepção até a morte natural.

É humano e popular sem ser populista: promove a justiça social priorizando ações governamentais que favoreçam a superação das desigualdades sociais e a qualidade de vida da comunidade; sabe tratar as pessoas com respeito.

Tem sensibilidade ecológica: tem noção de sustentabilidade e, por isso implementa políticas de preservação e recuperação do meio ambiente e de saúde pública, mesmo contrariando interesses imediatistas.

É desenvolvedor e empreendedor: tem objetivos nobres; é um agente da transformação, desenvolve a economia gerando oportunidades para todos; assume riscos com ousadia; é persistente, sabe buscar recursos alternativos e tem capacidade de fazer acontecer.

É inovador, mobilizador, envolvente: está à frente de seu tempo, para inovar; toma iniciativas e sabe propor desafios e levantar bandeiras mobilizando a comunidade com entusiasmo.

É estrategista: tem boa visão de futuro e conhece o potencial da comunidade; sabe utilizar-se da informatização para controle, transparência administrativa e agilização dos serviços.

            É administrador: sabe delegar e descentralizar; sabe escolher seus colaboradores diretos a partir da competência profissional determinando com clareza o que cabe a cada um realizar e cobrando resultados; busca parcerias com outras esferas de governo e com a sociedade; tem capacidade de alavancar recursos; não gasta além do que arrecada e não contrai dívidas exageradas.

            Os candidatos a prefeito e vereador precisam contemplar as qualidades acima expostas, ou pelo menos, se aproximar esse ideal. Sejamos, pois cidadãos e cidadãos-cristãos responsáveis!

Medoro, irmão menor-padre pecador