O CDL - Conselho Diocesano de Leigos - promove, em Valença, na próxima semana (e 28 a 31 de julho) mais uma edição do já consolidado Curso de Inverno, para a formação do laicato de nossa Igreja Particular. São dezenas de fiéis vindos das quase 300 comunidades em busca de uma fé mais esclarecida e comprometida com o projeto de Jesus Cristo. Coincide nesse período dois outros eventos de igual importância, pois encarnam as orientações do Concílio Vaticano II, confirmadas reiteradamente pelo Papa Francisco, para o apostolado laical. Em Três Rios acontece, no dia 30, sábado, o 2º Encontro Diocesano da Pastoral dos Políticos Católicos, promovido pelo Regional Leste 1 da CNBB. Um esforço para despertar e formar lideranças católicas para a militância partidária em vista de uma sociedade democrática comprometida com a promoção do bem comum a partir dos excluídos e descartados. E, nesse mesmo sábado 30, animadores/as das CEBs- Comunidades Eclesiais de Base - do nosso Estado do Rio celebram o Seminário "CEBs e os desafios do mundo urbano", em preparação ao 15º Encontro Intereclesial de CEBs, em Londrina, PR, em 2018.

Essa múltipla iniciativa tem em comum a crescente consciência do protagonismo dos leigos e leigas na vida e missão da Igreja, como verdadeiros Sujeitos Eclesiais. Dá-se na Igreja uma efetiva evolução em sua consciência quanto ao lugar do conjunto dos batizados e na sua relação com o clero. Nada mais e nada menos do que a retomada da eclesialidade das Comunidades do Novo Testamento e dos primeiros séculos da Igreja. Alias a retomada oficial já havia se dado há cinquenta anos no Concílio Vaticano II. Muitos assistimos e participamos da passagem dos católicos praticantes para os leigos engajados. Aqueles participavam quase que exclusiva e passivamente da vida orante e sacramental da Igreja procurando por em pratica os mandamentos da tradição. O Concilio, na primeira metade da década de 60, assumiu oficialmente o protagonismo dos leigos na missão, inovado/preparado pelos movimentos Ação Católica, na década de 50. Vida e missão de todos os batizados!

Mas, uma leitura mais atenta do referido Concílio Vaticano II, foi feita e encarnada pelas CEBs emergentes no Brasil e depois em toda a América Latina.  O “novo jeito de ser Igreja” preconizado por nossas comunidades intuiu e efetivou aquilo que caracterizou as comunidades eclesiais dos primeiros séculos, conforme aludimos anteriormente. Todos os batizados participam, não apenas da vida e da missão, mas também das decisões da Igreja. Assim, os leigos foram progressivamente deixando de serem meros e bons colaboradores dos padres para se tornarem verdadeiros Sujeitos Eclesiais. Mais do que protagonistas na missão, são verdadeiros Ministros Eclesiais, junto com os Ministros Ordenados, ou seja, com os bispos, padres e diáconos. O laicato assim, deixa de ficar à mercê do voluntarismo eclesiástico e passa a um protagonismo adulto, não só na iniciativa e generosidade da missão, mas na construção da comunhão eclesial.

As referidas iniciativas citadas acima devem corresponder a essa nova,  genuína e legitima Tradição Eclesial, que reconhece a dignidade de todos os batizados. E dai, a exigência de se promover a missão do laicato fora e também dentro da Igreja, sem dicotomias que reduziam o seu lugar exclusivamente no mundo profano e reservava ao clero a missão interna da mesma Igreja, vista como sagrada. E mais. Temos que, por isso mesmo, levar a sério os dons e carismas que o Espirito Santo concede diversamente a todos para que toda a Igreja seja uma Comunhão, que enraizada, pelo Batismo, no Mistério da Comunhão Trinitária, se ponha a serviço da construção do Reino de Deus na história, no mundo. Logo, na Igreja não pode existir duas classes, do clero que manda e do laicato que obedece. Eis o apelo atual a um diálogo maduro entre todos que engendre uma Comunhão Eclesial adulta, o que supõe a promoção e valorização dos instrumentos de comunhão, como as assembleias e conselhos pastorais. Todos são protagonistas e sujeitos eclesiais!

Medoro, irmão menor-padre pecadorO CDL - Conselho Diocesano de Leigos - promove, em Valença, na próxima semana (e 28 a 31 de julho) mais uma edição do já consolidado Curso de Inverno, para a formação do laicato de nossa Igreja Particular. São dezenas de fiéis vindos das quase 300 comunidades em busca de uma fé mais esclarecida e comprometida com o projeto de Jesus Cristo. Coincide nesse período dois outros eventos de igual importância, pois encarnam as orientações do Concílio Vaticano II, confirmadas reiteradamente pelo Papa Francisco, para o apostolado laical. Em Três Rios acontece, no dia 30, sábado, o 2º Encontro Diocesano da Pastoral dos Políticos Católicos, promovido pelo Regional Leste 1 da CNBB. Um esforço para despertar e formar lideranças católicas para a militância partidária em vista de uma sociedade democrática comprometida com a promoção do bem comum a partir dos excluídos e descartados. E, nesse mesmo sábado 30, animadores/as das CEBs- Comunidades Eclesiais de Base - do nosso Estado do Rio celebram o Seminário "CEBs e os desafios do mundo urbano", em preparação ao 15º Encontro Intereclesial de CEBs, em Londrina, PR, em 2018.

Essa múltipla iniciativa tem em comum a crescente consciência do protagonismo dos leigos e leigas na vida e missão da Igreja, como verdadeiros Sujeitos Eclesiais. Dá-se na Igreja uma efetiva evolução em sua consciência quanto ao lugar do conjunto dos batizados e na sua relação com o clero. Nada mais e nada menos do que a retomada da eclesialidade das Comunidades do Novo Testamento e dos primeiros séculos da Igreja. Alias a retomada oficial já havia se dado há cinquenta anos no Concílio Vaticano II. Muitos assistimos e participamos da passagem dos católicos praticantes para os leigos engajados. Aqueles participavam quase que exclusiva e passivamente da vida orante e sacramental da Igreja procurando por em pratica os mandamentos da tradição. O Concilio, na primeira metade da década de 60, assumiu oficialmente o protagonismo dos leigos na missão, inovado/preparado pelos movimentos Ação Católica, na década de 50. Vida e missão de todos os batizados!

Mas, uma leitura mais atenta do referido Concílio Vaticano II, foi feita e encarnada pelas CEBs emergentes no Brasil e depois em toda a América Latina.  O “novo jeito de ser Igreja” preconizado por nossas comunidades intuiu e efetivou aquilo que caracterizou as comunidades eclesiais dos primeiros séculos, conforme aludimos anteriormente. Todos os batizados participam, não apenas da vida e da missão, mas também das decisões da Igreja. Assim, os leigos foram progressivamente deixando de serem meros e bons colaboradores dos padres para se tornarem verdadeiros Sujeitos Eclesiais. Mais do que protagonistas na missão, são verdadeiros Ministros Eclesiais, junto com os Ministros Ordenados, ou seja, com os bispos, padres e diáconos. O laicato assim, deixa de ficar à mercê do voluntarismo eclesiástico e passa a um protagonismo adulto, não só na iniciativa e generosidade da missão, mas na construção da comunhão eclesial.

As referidas iniciativas citadas acima devem corresponder a essa nova,  genuína e legitima Tradição Eclesial, que reconhece a dignidade de todos os batizados. E dai, a exigência de se promover a missão do laicato fora e também dentro da Igreja, sem dicotomias que reduziam o seu lugar exclusivamente no mundo profano e reservava ao clero a missão interna da mesma Igreja, vista como sagrada. E mais. Temos que, por isso mesmo, levar a sério os dons e carismas que o Espirito Santo concede diversamente a todos para que toda a Igreja seja uma Comunhão, que enraizada, pelo Batismo, no Mistério da Comunhão Trinitária, se ponha a serviço da construção do Reino de Deus na história, no mundo. Logo, na Igreja não pode existir duas classes, do clero que manda e do laicato que obedece. Eis o apelo atual a um diálogo maduro entre todos que engendre uma Comunhão Eclesial adulta, o que supõe a promoção e valorização dos instrumentos de comunhão, como as assembleias e conselhos pastorais. Todos são protagonistas e sujeitos eclesiais!

Medoro, irmão menor-padre pecador