Nesses dias em que o mundo inteiro acompanha entusiasmado o Papa Francisco à frente da JMJ – Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia, nossa Diocese de Valença acolheu, aqui em Tres Rios, as coordenações de Pastoral Juvenil das dioceses de Barra do Piraí-Volta Redonda, Petrópolis, Juiz de Fora e Leopoldina para preparar a grande Missão Jovem nos municípios banhados pelo Rio Paraíba do Sul. Esta iniciativa missionária é do Projeto ROTA 300, em preparação aos 300 anos do encontro da venerada imagem de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, no referido rio.

            Este projeto “300 anos de bênçãos: com a Mãe Aparecida, Juventude em Missão!” é um passo de aprofundamento de um caminho que vem sendo percorrido há décadas pela Igreja no Brasil. Iluminada pela “opção preferencial pelos jovens” lançada pela Conferência de Puebla (1979), a evangelização da juventude encontra uma importante referência no documento “Evangelização da Juventude: desafios e perspectivas pastorais” (Doc. 85 da CNBB). A peregrinação dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude – a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora – e a própria Jornada, há 2 anos, foram um momento privilegiado do protagonismo juvenil em nosso país.

Com estes importantes impulsos, uma peregrinação nacional está em curso: os jovens estão conduzindo a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida em todas as Dioceses do Brasil. E em nossas cidades do Vale do Paraíba as missões serão no próximo ano, imediatamente antes da grande festa, prevista para 12 de outubro de 2017, com a presença do Papa Francisco. A novidade dessas missões sul-paraibanas é que serão realizadas, não somente por nossa juventude, mas com jovens vindos de todo o Brasil. Acolheremos em nossas casas, em nossas famílias esses estes caros evangelizadores juvenis.

Queremos ver nossos jovens cada vez mais apaixonados por Jesus Cristo, por seu Evangelho e por sua Igreja. E que cresça no coração dos adultos uma paixão pela juventude. Assim, com essa Missão Jovem a Igreja do Brasil, especificamente nossas dioceses, querem concretamente favorecer experiências/ações missionárias significativas aos jovens e animá-los para o engajamento em suas comunidades de origem. E mais. Contribuir com o aumento da sensibilidade dos jovens diante das realidades desumanas da sociedade, suscitando, assim, líderes proféticos e criativos nos vários contextos socioculturais.

Nesse momento, nas comunidades católicas de nossa cidade, admiramos o dinamismo missionário das várias frentes de evangelização da população juvenil: PJ - Pastoral da Juventude, EAC – Encontro de Adolescentes com Cristo, JUFAC, Eterna Aliança, Segue-me, Shanlon, ... Um novo programa de integração progressiva das novas gerações no seguimento de Jesus Cristo, em comunidade, vem sendo implantado nas paróquias. Trata-se da Pastoral Catecumenal que acolhe os jovens que ainda não receberam os Sacramentos da Iniciação Cristã, ou seja, o Batismo, a Crisma e a 1ª Eucaristia. Mais que uma catequese costumeira para se dar esses sacramentos, o Catecumenato inicia na caminhada cristã.

A Juventude Católica está interpelada pela JMJ 2016, a ir solidariamente ao encontro das juventudes sobrantes, descartadas, feridas e excluídas, à luz do tema “A misericórdia” e do lema "Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia" (Mateus 5:7). São centenas de adolescentes e jovens escravizados pelas drogas, pela prostituição, pela miséria e impedidos de acesso à escola e ao trabalho. Numa Igreja em saída, como nos pede o Papa Francisco, a Pastoral Juvenil em sua rica pluralidade está pois chamada para além da inclusão religiosa, à inclusão social das juventudes. Abracemos assim a Missão Juvenil Mariana, que há 300 anos no Rio Paraiba do Sul viu a Mãe Negra Aparecida ir solidarizar-se com os excluídos do sistema escravagista de então.

Medoro, irmão menor-pare pecador