
Irmãs e irmãos na fé, e cidadãos e cidadãs de boa vontade.
A nossa querida Paróquia de São José Operário celebra os seus 50 anos de criação e constituição. Como reza o decreto de Dom José Costa Campos, de 23 de junho de 1965, tratava-se de uma resposta pastoral da Igreja “considerando o desenvolvimento material da cidade de Três Rios”. No dia 26 de junho foi erigida canonicamente com a nomeação e posse do seu primeiro pároco, o Cônego José Nicodemos Facuri. Tratava-se igualmente do reconhecimento da maturidade de fé da Comunidade Eclesial do Triângulo e da comunhão de fiéis deste bairro com os demais da Vila Isabel, Moura Brasil, Pilões, Ponto Azul e Ponte das Garças. E tal evento coincidia com os 20 anos a construção da Igreja de São José Agonizante, em 24 de junho de 1945; e 10 anos da fundação da primeira Conferência Vicentina para o cuidado dos pobres.
No próximo domingo, 22 de junho, o novo bispo diocesano, Dom Nélson Francelino, visita oficialmente pela primeira vez a nossa paróquia e instala o Ano Jubilar. A Missa congregando os fiéis das atuais 05 comunidades será as 08,30h na mesma Igreja de 70 anos, com o padroeiro agora invocado sob o título de São José Operário. A seguir uma Assembléia Jubilar de Servidores e Ministros Eclesiais viabilizará o primeiro encontro do novo pastor com os 278 fiéis que continuamente se põem a serviço da comunidade na promoção da comunhão entre irmãos, na transmissão da fé às novas gerações e na caridade social para com os empobrecidos, sofredores e pecadores para uma fervorosa vida orante e litúrgica para a glória de Deus-Pai, em comunhão com o testemunho e sob a providência de São José Operário.
Nesse evento eclesial de tamanha magnitude para nossas comunidades e cidade todos os servidores e ministros que atuam como voluntários serão re-investidos em suas funções, na única missão de Jesus Cristo e de sua Igreja. Compete ao bispo na sua missão de pastor confirmar a fé dos fiéis e instituir no serviço eclesial aqueles escolhidos das comunidades que em gratidão ao Espírito Santo pelos dons recebidos, à Deus-Pai por tantas graças e bênçãos alcançadas e à Jesus Cristo pelo chamado batismal para segui-lo na sua Igreja Uma, Santa, Católica e Apostólica de Comunhão Romana se disponibilizam ao serviço comunitário, missionário e ao cuidado da vida. Se respira uma grande alegria, própria dos que são ungidos do Senhor e também pela graça jubilar da fé que, pelos nossos pais e mães, chegou até nós.
Mas o Jubileu na Igreja, segundo a mais genuína tradição bíblica e cristã, é mais que uma mera, embora importante, comemoração histórica. É, como já falávamos anteriormente, um tempo forte de oração e ação de graças pela gesta libertadora de Deus na História. Esta, por sua vez implica na abertura ao perdão de Deus, nesse tempo ainda mais generoso. É pois, tempo de conversão, de mudança de vida e de volta a uma participação mais consciente e plena na escuta amorosa da Palavra, na vivência comunitária da fé e no exercício da solidariedade por compaixão, como Jesus.
Daqui, nascem os gestos concretos do jubileu: 1) Todos se fazerem missionários indo ao encontros dos doentes, dos pobres e dos excluídos como pecadores, como também dos jovens e católicos afastados; 2) Criar Círculos Bíblicos por todo canto, que sejam uma Igreja em cada rua; 3) Sair às ruas e periferias geográficas e existenciais, como pede o Papa Francisco para ser-lhes sinal da ternura libertadora de Deus; 4) Dedicarmo-nos todos ao aprofundamento da fé por uma formação sólida e conseqüente de agentes de pastorais; 5) Valorizar a comunicação da Fé pelos meios de comunicação social com a criação de dois novos programas televisivos e radiofônicos no Canal 5 e Rádio Três Rios: A voz do Pastor – palavra semanal de Dom Nélson – e a transmissão da Santa Missa em seu lar – da Igreja e de São José Operário aos domingos às 09 horas; e 6) Os sinais materiais serão a construção da Capela do Santíssimo sacramento junto à Igreja de São José Operário e de um Memorial dos Pais e Mães da Fé junto com um veleiro em vista da preservação da memória eclesial e da valorização da religiosidade popular.
Venha celebrar conosco!
Medoro, irmão menor – padre pecador