Irmãs e irmãos na fé, cidadãos e cidadãs de boa vontade! Recolhemos nessa coluna a confortadora reportagem da agencia católica de comunicação Zenit.org sobre a surpreendente visita do Papa Francisco à Igreja Pentecostal da Reconciliação em Caserta (Itáila), na última segunda-feira, 28 de julho. Ali falou do grande dom da unidade na diversidade das Igrejas, em seu encontro com pentecostais na mesma cidade onde voltou depois de ter estado ali no sábado anterior para celebrar com os fiéis católicos de sua patrona.

Ali foi encontrar-se com um velho amigo que conheceu em Buenos Aires, o pastor Giovanni Traettino. Participaram do encontro umas 200 pessoas, em grande parte pentecostais procedentes da Itália, Estados Unidos e outros países. O Espírito faz a diversidade, mas também faz a unidade da Igreja. Esta tem sido a ideia que o Santo Padre Francisco tem comunicado a respeito da relação entre os cristãos e as diversas Igrejas Cristãs.

No início do encontro o pastor Traettino dirigiu uma saudação ao Santo Padre: "Queridíssimo papa Francisco, meu amado irmão, nossa alegria é grande pela sua visita: um grande e inesperado dom, impensável até pouco tempo. Você pode ver nos olhos das crianças e dos idosos, dos jovens e das famílias. Gostamos de você! (aplausos) E tem que saber de uma coisa: pela sua pessoa, também entre nós evangélicos, há muito afeto (aplausos) e muitos de nós também rezamos a cada dia por você (aplausos). Além do mais, é muito fácil gostar de você. Muitos de nós acreditamos que a sua eleição como Bispo de Roma tem sido obra do Espírito Santo (aplausos)”.

O pastor Traettino mencionou o esforço que foi para o Papa voltar a Caserta de novo e afirmou: “com homens como você há esperança para nós cristãos!” Em seguida, falou da unidade da Igreja fundada em Jesus Cristo. Destacou que “o centro da nossa vida é estar na presença de Jesus e que a fé é um encontro pessoal com Ele”.

Por sua parte, o Santo Padre falou sobre a diversidade que não é divisão e recordou que ela cria unidade na Igreja. “O Espírito Santo cria a diversidade na Igreja e esta diversidade é tão rica, tão bela; mas depois, o mesmo Espírito Santo cria unidade. E assim, a Igreja é uma na diversidade. E para usar uma palavra bonita de um evangélico, a quem muito admiro: uma diversidade reconciliada pelo Espírito Santo”.

Continuou com essa ideia, acrescentando que a unidade não é uniformidade, porque "o Espírito Santo faz duas coisas: faz as diversidades dos carismas e depois faz a harmonia dos carismas: o ecumenismo é justamente buscar que esta diversidade seja mais harmonizada pelo Espírito Santo e se transforme em unidade”.

Além disso, o papa Francisco quis pedir perdão, como pastor dos católicos, pelas leis do passado contra os protestantes, durante o fascismo na Itália, por serem apoiadas também por católicos. Finalmente, o Papa brincou com aqueles que se surpreenderam com a visita de hoje: “Alguns ficarão surpresos: ‘Mas, o Papa se encontrou com os evangélicos!’, ‘Mas, o Papa foi se encontrar com os irmãos!”. E para concluir, o Pontífice lhes pediu que rezem por ele, “preciso... para que, pelo menos, eu não seja tão ruim”.

            Que esse admirável encontro do Papa Francisco com o Pasto Giovanni Traettino nos estimule a todos, católicos e evangélicos, a buscar a comunhão na rica pluralidade de nossas Igrejas, a superarmos a concorrência religiosa por gestos de mutuo acolhimento e urgente e inadiável solidariedade com nossos irmãos empobrecidos e excluídos. A nossa fé comum em Jesus Cristo não deve nos levar a criar nova exclusão, a religiosa, mas conduzir-nos a um amor sempre maior que é o distintivo dos cristãos: “nisto conhecerão que sois os meus seguidores: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35), disse Jesus. Ele também rezou: “Pai, que todos sejam um para que o mundo creia” (Jo 17,21)!

Medoro, irmão menor – padre pecador