Participamos, uma vez mais da 32ª Romaria dos/as Trabalhadores/as a Aparecida, SP., e na 25ª edição do Grito dos Excluídos. Este se deu pelo Brasil afora, em mais em 200 localidades, por ocasião deste 7 de Setembro. Nossas Paróquias de São José Operário, N. S da Conceição, de Vassouras, e N. S. Aparecida, de Valença, fomos ao Santuário de Aparecida (SP), acompanhados de nosso bispo emérito, Dom Elias Manning, no já tradicional ato que começou às margens do rio onde a imagem da padroeira do Brasil foi encontrada em 1717, no Porto de Itaguaçu. Cerca de 130 mil pessoas participaram do ato. Ali, há 25 anos, iniciava o Grito dos Excluídos realizado sempre em conjunto com a Romaria dos Trabalhadores em sua 32ª edição.

O lema do grito foi “Este sistema não Vale! Lutamos por justiça, direitos e liberdade”. A Romaria reforçou a relação de Nossa Senhora com os trabalhadores, com o tema “Mãe Aparecida, a classe trabalhadora clama por justiça e direitos”.

O bispo de Jales (SP) e membro da Comissão Episcopal Pastoral para ação sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom José Andrieta reforçou a necessária participação cidadã nos rumos da sociedade tendo em vista um aprimoramento da democracia. “É a radicalidade da plenitude da participação cidadã na sociedade. O que há de errado na participação dos cidadãos”, perguntou.

A CNBB, segundo o membro da Comissão Sociotransformadora, propõe a participação dos setores excluídos da sociedade. “Estamos vendo setores já excluídos de nossa sociedade serem muito mais lesados em seus direitos. Isto significa perder condições de vida. Nós estamos não no progresso, mas vendo retrocessos”, disse.

Segundo o religioso, a ordem dos valores está invertida e a vida humana, dos trabalhadores e trabalhadoras, não está em primeiro lugar. “O que importa é o bem comum, o que importa são as condições dignas de vida para todos. Não os interesses particulares”, apontou.

O bispo disse que é desejo da Igreja que os valores do Evangelho se façam presentes em toda a realidade desde as relações pessoais à organização social. “É necessário pensar um projeto social, baseado no diálogo, que desfaça as polaridades e divisões”.

Em Aparecida (SP), o Grito e a Romaria, que reuniram participantes de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, chamaram a atenção para as tragédias/crimes como de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, que se sucedem, soterrando vidas e histórias, o solo, os rios e as florestas.

O ato começou às 6h30, com concentração em Porto de Itaguaçu, onde foi encontrada, em 1717, a imagem de Nossa Senhora. Às 7H50 teve o início da caminhada até o Santuário, com o grupo refletindo sobre a realidade dos trabalhadores no país. Às 9h10 foi a realização propriamente dita do Grito, na Tribuna Papa Bento XVI, seguida da Missa dos romeiros trabalhadores na Basílica – Santuário de Aparecida, às 10h30 (Cf site da Diocese de Jales,SP).

Estamos confiantes que a cidadania ativa vai-se fazer valer, também como sinal da autenticidade da nossa fé que ao proclamar Maria como Mãe, além de Deus como Pai, abraça decididamente as causas da justiça, do amor e da paz. Na primeira semana de outubro estaremos vivenciando, a nível de cidade e região, o Grito dos excluídos e a Romaria dos Trabalhadores com o nosso 7º Seminário de Fé e Política. Comecemos a divulgar! “Este sistema não vale: LUTEMOS POR JUSTICA, DIREITOS E LIBERDADE!

                                                      Medoro, irmão menor-padre pecador