
Os bispos do Brasil estão reunidos em Aparecida, em sua 54ª Assembleia Geral. Esta, entre outros relevantes assuntos pastorais, se debruça – no segundo ano consecutivo – na elaboração de um documento sobre os leigos e leigas na Igreja e sua missão. Vive-se uma verdadeira retomada dos ensinamentos do Concílio Vaticano II que os reconhece como verdadeiros Sujeitos Eclesiais. Aliás, essa consciência eclesial constitui a tradição mais genuína da Igreja enraizada nas Comunidades do Novo Testamento!
Certamente entre os mais de dois mil padres conciliares do Vaticano II teve uma presença marcante nessa questão do laicato na Igreja, o brasileiro, arcebispo de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara. Sua palavra lúcida, convincente e profética foi decisiva para o resgate de todos os batizados na missão da Igreja. Por feliz providência nesse momento histórico da CNBB o Papa Francisco declarou no último sábado, dia 9, o nosso Bispo-irmão dos pobres, um Servo de Deus; inicio do reconhecimento universal de um santo.
Ter a aceitação da vida profética de Dom Helder como expressão de santidade, por tê-lo agora em nossos altares como modelo de vida cristã e intercessor por nossas necessidades é, não só uma glória para a Igreja no Brasil, mas uma honra para a nossa querida nação. Sim, pois outra expressão de sua santidade foi o seu patriotismo de defesa da justiça para todos os brasileiros, levado às ultimas consequências em tempos de ditadura de direita. Foi o irmão dos pobres!
No momento nacional critico que passamos a figura do Santo Helder provoca a quem é serio, cidadão de caráter, a empenhar-se decididamente no combate às forças promotoras e coniventes da corrupção, que são também aquelas do oportunismo politiqueiro que sempre feriram dos direitos humanos e sociais. Já contra esses políticos profissionais do neoliberalismo opressor e excludente o novo santo brasileiro bradava a sua corajosa voz! E mais. Convocava o laicato católico a engajar-se politicamente em favor da vida.
A palavra de ordem na época foi: engajamento! O leigo engajado tornou a Igreja mais presente no mundo. Não mais como representante da hierarquia eclesiástica, mas como fiel-cristão que faz os valores do Evangelho de Jesus Cristo presentes nas estruturas da sociedade. Dai, a clara e prioritária opção pastoral de nosso santo, agora retomada pela CNBB, por um laicato adulto, competente, maduro e engajado, enraizado na espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo, como discípulos-missionários.
Isso implica, do ponto de vista interno da Igreja, a presença participativa e comunional dos leigos e leigas na vida e missão e também nas decisões da Igreja. Os atuais organismos de comunhão e participação como as assembleias e conselhos pastorais com participação de todos, não meramente consultiva, mas deliberativa. O leigo não é um cooperador do padre, mas um verdadeiro sujeito eclesial pelos sacramentos do batismo, crisma e eucaristia. Todos, membros de um único corpo em que Cristo é a cabeça (cf. I Cor 12).
Mas o Corpo de Cristo, a Igreja hoje, como outrora, existe para o mundo. O Senhor Jesus foi o único e eterno sacerdote porque foi concomitante e radicalmente leigo-servidor para que todos tivessem vida e vida em abundância (cf Jo 10,10). Como sacerdote uniu a terra ao céu enquanto como leigo buscou trazer o céu para a terra tão ferida pela miséria e a injustiça. Assim elegeu toda pessoa humana como o absoluto de Deus; foi capaz de amar até o fim; de morrer na Cruz para tirar da cruz todos os crucificados.
Sujeitos Eclesiais, os leigos e leigas, decidem com a Igreja a missão de estar no mundo, nas estruturas da sociedade organizada como cidadãos da misericórdia para que a vida de todos seja bonita, feliz e fraterna. É hora de Dom Helder Câmara falar e agir através de um laicato engajado na Igreja e na sociedade! É tempo de profecia! Na expressão do Papa Francisco, é o momento da Igreja em saída às periferias geográficas e existenciais para tocar na carne de Cristo! Juntos por um Brasil novo para todos os brasileiros!
Medoro, irmão menor-padre pecadorOs bispos do Brasil estão reunidos em Aparecida, em sua 54ª Assembleia Geral. Esta, entre outros relevantes assuntos pastorais, se debruça – no segundo ano consecutivo – na elaboração de um documento sobre os leigos e leigas na Igreja e sua missão. Vive-se uma verdadeira retomada dos ensinamentos do Concílio Vaticano II que os reconhece como verdadeiros Sujeitos Eclesiais. Aliás, essa consciência eclesial constitui a tradição mais genuína da Igreja enraizada nas Comunidades do Novo Testamento!
Certamente entre os mais de dois mil padres conciliares do Vaticano II teve uma presença marcante nessa questão do laicato na Igreja, o brasileiro, arcebispo de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara. Sua palavra lúcida, convincente e profética foi decisiva para o resgate de todos os batizados na missão da Igreja. Por feliz providência nesse momento histórico da CNBB o Papa Francisco declarou no último sábado, dia 9, o nosso Bispo-irmão dos pobres, um Servo de Deus; inicio do reconhecimento universal de um santo.
Ter a aceitação da vida profética de Dom Helder como expressão de santidade, por tê-lo agora em nossos altares como modelo de vida cristã e intercessor por nossas necessidades é, não só uma glória para a Igreja no Brasil, mas uma honra para a nossa querida nação. Sim, pois outra expressão de sua santidade foi o seu patriotismo de defesa da justiça para todos os brasileiros, levado às ultimas consequências em tempos de ditadura de direita. Foi o irmão dos pobres!
No momento nacional critico que passamos a figura do Santo Helder provoca a quem é serio, cidadão de caráter, a empenhar-se decididamente no combate às forças promotoras e coniventes da corrupção, que são também aquelas do oportunismo politiqueiro que sempre feriram dos direitos humanos e sociais. Já contra esses políticos profissionais do neoliberalismo opressor e excludente o novo santo brasileiro bradava a sua corajosa voz! E mais. Convocava o laicato católico a engajar-se politicamente em favor da vida.
A palavra de ordem na época foi: engajamento! O leigo engajado tornou a Igreja mais presente no mundo. Não mais como representante da hierarquia eclesiástica, mas como fiel-cristão que faz os valores do Evangelho de Jesus Cristo presentes nas estruturas da sociedade. Dai, a clara e prioritária opção pastoral de nosso santo, agora retomada pela CNBB, por um laicato adulto, competente, maduro e engajado, enraizado na espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo, como discípulos-missionários.
Isso implica, do ponto de vista interno da Igreja, a presença participativa e comunional dos leigos e leigas na vida e missão e também nas decisões da Igreja. Os atuais organismos de comunhão e participação como as assembleias e conselhos pastorais com participação de todos, não meramente consultiva, mas deliberativa. O leigo não é um cooperador do padre, mas um verdadeiro sujeito eclesial pelos sacramentos do batismo, crisma e eucaristia. Todos, membros de um único corpo em que Cristo é a cabeça (cf. I Cor 12).
Mas o Corpo de Cristo, a Igreja hoje, como outrora, existe para o mundo. O Senhor Jesus foi o único e eterno sacerdote porque foi concomitante e radicalmente leigo-servidor para que todos tivessem vida e vida em abundância (cf Jo 10,10). Como sacerdote uniu a terra ao céu enquanto como leigo buscou trazer o céu para a terra tão ferida pela miséria e a injustiça. Assim elegeu toda pessoa humana como o absoluto de Deus; foi capaz de amar até o fim; de morrer na Cruz para tirar da cruz todos os crucificados.
Sujeitos Eclesiais, os leigos e leigas, decidem com a Igreja a missão de estar no mundo, nas estruturas da sociedade organizada como cidadãos da misericórdia para que a vida de todos seja bonita, feliz e fraterna. É hora de Dom Helder Câmara falar e agir através de um laicato engajado na Igreja e na sociedade! É tempo de profecia! Na expressão do Papa Francisco, é o momento da Igreja em saída às periferias geográficas e existenciais para tocar na carne de Cristo! Juntos por um Brasil novo para todos os brasileiros!