
Irmãs e irmãos de fé e cidadãos e cidadãs de boa vontade. Quase mil jovens celebraram, aqui em Três rios, no último domingo o DNJ – Dia Nacional da Juventude – uma iniciativa da Pastoral da Juventude do Brasil. Uma mobilização maravilhosa contra toda forma de violência contra as juventudes. Na ocasião, o Bispo Diocesano, Dom Nelson Francelino Ferreira, conclamou os jovens a se mobilizarem e concitarem da Câmara Municipal audiências públicas para discutir, propor e solicitar aos vereadores políticas públicas para a juventude. Ressaltou a importância da participação dos jovens na política atentos às situações de marginalidade e exclusão social, como prostituição da adolescência, a violência das drogas, falta de oportunidade de estudos, ...
Nesse contexto gostaria de chamar a atenção para uma perigosa moda adolescente que poucos adultos conhecem e que está crescendo rapidamente entre as novas gerações: o “sexting”, que com a evolução da tecnologia, veio substituir as cartas de amor, que até alguns anos atrás eram os meios utilizados pelos jovens namorados para demonstrar o seu afeto. O “sexting”, que hoje se tornou a forma dos jovens casais demonstrarem o seu “carinho”, pode ter graves conseqüências para a vida toda. Além disso, há outra parte da juventude que usa o “sexting” para se divertir ou também para criar popularidade e alcançar aceitação entre os grupos.
O termo “sexting” nasceu da junção de duas palavras “sex” (sexo) e “testing” (envio de textos) para se referir ao envio de imagens deles mesmos ou de amigos com pouca roupa ou em posições eróticas através de celulares, computadores ou outros dispositivos eletrônicos. Tudo surge quando os adolescentes decidem tirar fotos ou vídeos com as características descritas acima e as enviam inocentemente a um (a) jovem que querem conquistar, pois confiam que essa pessoa manterá em sigilo as imagens. No entanto, na maioria das vezes, as imagens são transmitidas de pessoa a pessoa até que proliferam na internet rapidamente, revelando ao mundo a intimidade de quem aparece na foto.
Segundo especialistas, as causas desse fenômeno vão desde a desatenção familiar até o maior acesso às tecnologias sem o controle ou orientação dos pais, situação que coloca em risco a reputação dos jovens, que muitas vezes não possuem critério ou discernimento suficiente para perceber as conseqüências de se enviar imagens ou vídeos de sua intimidade. Numa linha de serviço sugerimos algumas atitudes poderiam ser tomadas pelos pais:
1. Formar a consciência dos adolescentes sobre a importância de seu corpo e de sua integridade em geral. Mostra-lhes as consequências desse tipo de prática;
2. Estimular a autoestima dos filhos, pois um(a) jovem com boa autoestima não permitirá que isso ocorra com ele(a);
3. Ensinar aos filhos a importância de não compartilhar ou reenviar esse tipo de mensagem, caso a recebam;
4. Criar um vínculo de confiança com os filhos, de forma que eles possam se comunicar abertamente com os pais, de modo que os pais sejam as primeiras pessoas contactadas no caso dos jovens precisarem de ajuda.
5. Orientar os filhos sobre o uso responsável da tecnologia e sobre o riscos associados a ela. Se for dar um celular a um menor de idade, deve ser explicado a ele a finalidade do uso, o que pode fazer e o que não pode.
6. Não simplesmente proibir o uso da tecnologia. A curiosidade, acompanhada pela restrição dos pais, leva a que os filhos busquem a informação que querem através dos amigos e outras pessoas, isso de forma irresponsável.
7. Posicionar o computador em lugares visíveis dentro da casa, como na sala, em um ambiente onde os jovens possam ser supervisionados por adultos e não lhes seja permitido ter um local de intimidade perante o computador.
A melhor maneira de cuidar da integridade de nossos filhos é falar com eles sobre as consequências do uso inadequado da sexualidade, tanto a curto como médio prazo e do desvirtuamento do verdadeiro sentido do amor. A sexualidade baseada no amor e no respeito deve fazer parte da tarefa educativa da adolescência, etapa da vida onde a afetividade precisa de boa orientação. A tarefa dos pais é promover uma sexualidade baseada na dignidade da pessoa, que não é nada mais do que o respeito do próprio corpo e do corpo do outro. A sexualidade vivida a partir da perspectiva da dignidade da pessoa é uma doação de intimidades que parte de uma entrega total como é o verdadeiro amor (Fonte: LaFamilia. Info – Jornal o Lutador).
Medoro, irmão menor – padre pecador.