A vida pede passagem! A vida em primeiro lugar! Viva a vida! ... São palavras de ordem que sempre ouvimos nas concentrações solidárias pela vida, pela justiça e pela paz. Mas, muitos cidadãos e cristãos vão além. Unem esforços pessoais e instituições numa corrente por solidariedade e um mundo mais irmão. E na maioria das vezes não aparecem nas mídias, mas são eficazes e consequentes, são potentes e fecundos, geram mais vida bonita, feliz e fraterna para todos. 
Assim, queremos registrar agradecidos a Festa Julina, promovida, no último final de semana, no CAER, pelo Colégio Nossa Senhora de Fátima, em parceria com a Paróquia de São José Operário. Iniciativa em benefício das Pastorais Sociais, especialmente da Pastoral do Acolhimento-partilha que oferece diariamente 300 refeições aos desempregados e empobrecidos da cidade. Nas pessoas da veneranda professora Yêdda Cherrnicharo Martins e seus filhos Fátima, Silvano e Tarcísio, a nossa gratidão.
E sentimos ser um momento oportuno para agradecer também ao Colégio Nossa Senhora de Fátima pelo serviço à educação e cultura de nossa cidade, com a preocupação sempre voltada para a capacitação dos professores, criação de um clima propício ao aprendizado, envolvimento com a família e um ensino visando o ingresso do aluno no mundo do trabalho. E, tudo isso inserido numa visão humanista que forma para a cidadania e para a solidariedade; também mediante as parcerias como esta.
Nesse Ano do Laicato e, mais precisamente nesta Semana Missionária dos Leigos e Leigas de todo o Brasil, queremos, igualmente, parabenizar o mutirão de voluntários paroquianos que organizaram e realizaram com êxito a linda festividade beneficente. Beleza vista, não só nas encantadoras quadrilhas da escola e na confraternização de suas famílias, mas também nos múltiplos serviços de nossas equipes, especialmente na degustação saborosa dos salgados juninos.
Uma festa julina pois, que transcende ao fato altamente positivo. Um sinal, uma lição, de que a sociedade em tempos sombrios pode encontrar caminhos de serviço à vida, que une beleza, lazer e trabalho voluntário. Quem foi, retornou às suas casas, feliz com o que viu, participou e degustou. Quem trabalhou, também de volta aos seus lares com esses mesmos sentimentos, vê-se enriquecido como servidor/a de causas nobres e humanitárias. Todos que participaram, saíram ganhando.
A sociedade, no seu conjunto, fica enriquecida por se ver beneficiária com a formação de cidadãos livres e solidários, com suas causas humanísticas e humanitárias. Estas, no que tange à segurança alimentar é urgente e imperativa: a fome não pode esperar! O crescimento acelerado do desemprego, na atual crise política-econômica-social-cultural, jogou na rua trabalhadores e trabalhadoras dos mais variados níveis profissionais, envergonhados de receber por caridade o que teriam direito por justiça.
E sendo esse um ano eleitoral, a caridade social implica na responsabilidade cidadã. Diria o nosso saudoso profeta diocesano, Mons Argemiro Brochado Neves: “não adianta enxugar o chão com a torneira aberta”. Como temos sido capazes de dar o peixe e de ensinar a pescar, precisamos unir, organizar e animar a sociedade para exigir lagos e rios; e conscientizar os pescadores para que fiquem com o peixe, evitando a cruel exploração da trabalho humano e a exclusão social. Juntos pela vida para todos!
                                                                            Medoro, irmão menor-padre pecador