Irmãs e irmãos amados. Pessoas de boa vontade. Dom Nélson Francelino Ferreira, o sétimo bispo nomeado para a nossa diocese, iniciará o seu ministério pastoral no próximo sábado (05), em Valença, sede da diocese confiada à proteção e inspiração do mártir São Sebastião, já nos seus 89 anos criação. Somos mais de 200 comunidades espalhadas nos nove municípios de Valença, Três Rios, Comendador Levy Gasparian, Vassouras, Paraíba do Sul, Miguel Pereira, Pati do Alferes, Rio das Flores e Sapucaia.

O novo bispo é filho de Sepé, PB, 49 anos, cresceu no Rio de Janeiro, onde foi bispo, em 2011. Nós o acolhemos com afeto fraternal e com sentimentos de profunda esperança, particularmente confortados e animados com sua primeira mensagem a essa pequena porção do Povo de Deus a ele confiada. Deixa em suas primeiras palavras um verdadeiro programa pastoral, que corresponde às necessidades de nossa missão evangelizadora.

Um bispo com sentimentos de gente como a gente. Na referida saudação fala, por primeiro, de seus sentimentos: Foi com alegria e temor que recebi a nomeação de Bispo da Diocese de Valença, no Estado do Rio de Janeiro. Alegria - porque é uma missão confiada por Deus, através de Sua Santidade, o Papa Francisco e, portanto, um pedido da Santa Mãe Igreja. O temor - esse se justifica, porque essa função ultrapassa todos os limites do meu ser, pequeno e frágil, e os desafios da Messe do Senhor são sempre muito grandes. (...) já posso dizer que a amo intensamente.

Um bispo servidor que quer caminhar junto. Essa consciência de um entre os irmãos é ressaltada: Ser Bispo não é uma honra, mas um serviço e, por isso, respondi SIM ao chamado para assumir o pastoreio dessa Diocese (...). Desejo caminhar junto com todos os que aí já trabalham; e sempre em comunhão com a Igreja (...). Quero, com paciência e caridade, conhecer, ouvir, refletir, esperar e acolher sempre.

Um bispo que valoriza e integra os vários dons, carismas e ministérios. Confirma o presbitério e as religiosas ao dizer: Conto com a motivação de todos para que a nossa ação seja impregnada do Espírito de Cristo e atinja mais eficazmente o seu fim, na caridade e na paz. E também o laicato, que reconhece em sua dignidade batismal: cristãos leigos e leigas, que na diversidade de dons desempenham o seu trabalho no amor a Deus e à Igreja.

Um bispo pela comunhão entre as Igrejas e diálogo com outras religiões, cultura e sociedade. Que possamos juntos e na mesma convicção trabalhar para que a vida humana seja cada vez mais respeitada e promovida (...). Tenho consciência de que, sem comunhão e diálogo com os vários organismos diocesanos e culturais pouco se poderá fazer. Quero também que o meu ministério nessa nova Diocese seja um “serviço à Esperança” neste mundo de tantos desencantos, onde a utopia perdeu a sua força inspiradora.

Um bispo que prioriza os pobres, os jovens e as famílias. Quer evangelizar a partir dos apelos de Deus: Que todos juntos, alimentando-nos da Palavra e da Eucaristia, consigamos realizar aquilo que o Espírito Santo nos inspirar e fazermos sempre a vontade do Pai (...) para os pequeninos que o Pai tanto ama, esperam de nós, particularmente do Bispo, uma palavra de fé e de esperança para que possam vislumbrar uma saída e encontrar caminhos novos E enumera tais desafios: a família, a juventude, os pobres e marginalizados, os que sofrem preconceitos e discriminação, os enfermos, os idosos, os que sofrem na solidão, os pequeninos.

Um bispo que quer igualmente uma Igreja Missionária. O cuidado da vida e da família faz contar com o trabalho de cada pastoral, movimento, irmandade e ministérios diversos e, sobretudo, com a força dos jovens nesses tempos de pós JMJ. Uma Igreja missionária– sem medos – em busca de tantos destinatários do Evangelho.

Um bispo que pede uma Pastoral Vocacional para todos os batizados. Convoca os seus colaborados, os padres, para fazer crescer as vocações ao sacerdócio e à vida religiosa nos próximos anos, pedindo a Deus que mande bons operários para a sua messe. Não restringindo a pastoral vocacional apenas padres e freiras, mas atenta a todas as necessidades da Igreja, portanto, promovendo uma Pastoral Vocacional aberta a todas as Inspirações de Deus, que reconheça carismas e incentive as pessoas nos diversos serviços, para a construção de uma Igreja toda ministerial.

Um bispo que confia, reza e pede orações. Diante da nova missão confia: “Mas o Senhor disse-me: Basta a minha graça” (2 Cor 12,9). Confesso-me a todos que sou frágil, por isso busco forças Naquele que me chamou. A oração é o meu alimento, onde ofereço com confiança o meu serviço, pois quero ser “servo pela caridade” (Gl 5,13). Peço a oração de todos para que, através de mim e através de todos os meus colaboradores diretos, seja feita a Vontade de Deus nessa Diocese.

Forte abraço! Afetuosa Bênção!

Medoro, irmão menor – padre pecador.