
A Igreja celebra no dia 19 de março a solenidade de São José, Esposo da Beatíssima Virgem Maria e Patrono da Igreja Católica. Essa se desdobra numa festa em 1º de maio, Dia do Trabalhador, no qual é celebrado com o título de São José Operário. Para nós trirrienses, a data desse ano coincide com os 70 anos da construção de sua Igreja, no nosso querido bairro do Triângulo. Na pessoa do Sr Francisco Inês de Souza, doador do terreno para admirável construção, reverenciamos o empenho de tantos que edificaram concomitantemente a Igreja-templo e a Igreja-comunidade de fiéis, que em apenas 20 anos foi reconhecida pela diocese com o título de Matriz da nova e segunda paróquia de Três Rios. Duplo Jubileu: 70 anos da Igreja e 50 anos da Paróquia.
Precisava a nossa terra ter, ao lado do Mártir São Sebastião, um insigne padroeiro. São José tem em casa o que atrairia os olhos de toda a terra, e o mundo não conhece; possui um Deus-homem, e não diz palavra; é testemunha de um grande mistério, e saboreia-o em segredo, sem o divulgar. Nas palavras do Papa Francisco, a casa de São José “é a escola onde se começa a compreender a vida de Jesus: a escola do Evangelho. Aqui se aprende a olhar, a escutar, a meditar e penetrar o significado, tão profundo e tão misterioso, dessa manifestação tão simples, tão humilde e tão bela, do Filho de Deus. Talvez se aprenda até, insensivelmente, a imitá-lo”.
É também o operário que tomou sob sua guarda a Maria e o Menino e, desde então, os seguidores de Jesus o terão igualmente como providente protetor que jamais desaponta os que se põe sob seus cuidados. O povo piedoso traduz a sua devoção profunda e simples na providência, trocando no dia do santo os “saquinhos de São José”. Nesse tipo de oração implícita vem também o sentimento de responsabilidade pela vida dos demais, que implica em gestos de cuidado e proteção de suas vidas, especialmente o amparo dos frágeis e indefesos. Ser pois devoto de São José exige, não só a confiança em sua intercessão providencial, mas também o amor-serviço aos demais.
O Beato Papa Paulo VI, sensível às alegrias e esperanças, tristezas e sofrimentos do mundo em nosso tempo, ajudou a Comunidade Cristã a perceber a dimensão social da caridade. Esta tem suas implicações primárias na garantia de trabalho para todos e, ao mesmo tempo, na exigência de justiça trabalhista. Daí, proclamá-lo São José Operário, o Patrono dos trabalhadores! Assim, na vida de São José, a Igreja tem o exemplo de fidelidade para todos os cristãos: ter o coração em Deus, os pés no chão e as mãos estendidas para os irmãos. Em São José, santidade, justiça e caridade convivem inseparavelmente. São José é nosso intercessor e modelo de vida cristã.
Por tudo isso a nossa paróquia Josefina jubilar vem celebrando nesses dias, de forma discreta - como era o jeito de ser de nosso padroeiro – a preparação de sua festa. A Novena foi aberta com a retomada das oficinas profissionalizantes do Clube de Mães. No domingo que passou os grupos de jovens se reuniram, durante todo o dia, para refletir sua identidade de Pastoral da Juventude. Um dia de orações e de laboratórios que conscientizaram nossos jovens de sua vocação e missão josefinas. Nesses últimos dias, ou melhor, nessas noites, um tríduo formativo a partir da Campanha Fraternidade, Igreja e sociedade. E amanhã queremos rezar a nossa história.
Amanhã é Dia de São José! Vamos na Eucaristia de Jesus fazer memória daqueles que nos deixaram esse legado josefino para uma fé conseqüente, engajada nas lutas por vida e vida em abundância. Da memória nasce a gratidão de uma comunidade que se alegra ainda mais de participar da Ação de Graças de Jesus pelas incursões libertadoras de Deus em nossa caminhada e na história, sob a mediação de São José. E daí – e não poderia ser diferente – celebrar o compromisso missionário de uma Igreja Josefina, com o bom povo trabalhador, com seus salários achatados e de tantos desempregados.
Venha rezar com a gente!
Medoro, irmão menor – padre pecador