Iniciamos esta Segunda Semana do Advento com a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria! Celebramos, com a sua rica Liturgia, o Natal da Solidariedade com as famílias assistidas diariamente pela Pastoral do Acolhimento e da Partilha.  A estas são servidas, de segunda-feira a sexta-feira, em média, 200 refeições diárias. Na confraternização desse santo domingo foram doadas quase 400 cestas básicas, 900 brinquedos, incontável numero de roupas, além do almoço para todos. Parabenizamos as equipes que, no dia-a-dia, sob a coordenação de Maria LEDA Elias Augusto, prestam esse amor-serviço e que programaram e realizaram a festa. Agradecemos aos cristãos e cidadãos de boa vontade, bem como às empresas que doam os alimentos e tudo mais que servimos. A todos, o nosso reconhecimento com as palavras de São Vicente de Paula: “Quem dá aos pobres, empresta a Deus”! E ninguém melhor que Dom Hélder Câmara para traduzir a espiritualidade desse domingo com o seu poema  Mariama!

Mariama, Nossa Senhora, Mãe de Cristo e Mãe dos homens!
Mariama, Mãe dos homens de todas as raças, de todas as cores,
de todos os cantos da Terra.
Pede ao teu filho que esta festa não termine aqui,
a marcha final vai ser linda de viver.
Mas é importante, Mariama, que a Igreja de teu Filho não fique em palavra, não fique em aplauso.
Não basta pedir perdão pelos erros de ontem.
É preciso acertar o passo de hoje sem ligar ao que disserem.
Claro que dirão, Mariama, que é política, que é subversão.
É Evangelho de Cristo, Mariama.
Claro que seremos intolerados.
Mariama, Mãe querida, problema de negro acaba se ligando com todos os grande problemas humanos.
Com todos os absurdos contra a humanidade, com todas as injustiças e opressões.
Mariama, que se acabe, mas se acabe mesmo a maldita fabricação de armas. O mundo precisa fabricar é Paz.
Basta de injustiça!
Basta de uns sem saber o que fazer com tanta terra
e milhões sem um palmo de terra onde morar.
Basta de alguns tendo que vomitar para comer mais
e 50 milhões morrendo de fome num só ano.
Basta de uns com empresas se derramando pelo mundo todo
e milhões sem um canto onde ganhar o pão de cada dia.
Mariama, Senhora Nossa, Mãe querida,
nem precisa ir tão longe, como no teu hino.
Nem precisa que os ricos saiam de mãos vazias
e o pobres de mãos cheias. Nem pobre nem rico.
Nada de escravo de hoje ser senhor de escravo de amanhã.
Basta de escravos.
Um mundo sem senhor e sem escravos.
Um mundo de irmãos.
De irmãos não só de nome e de mentira.
De irmãos de verdade, Mariama.
Medoro, irmão menor-padre pecador.