
Irmãs e irmãos de fé e cidadãos e cidadãs de boa vontade. Celebramos ao longo do mês de agosto, o Mês Vocacional. A primeira semana foi dedicada à Vocação Presbiteral. Ontem, com a Festa dos Pais, celebramos a Vocação à Paternidade e à Vida Familiar e, a partir daí estamos celebrando a Semana da Família, com o tema “A espiritualidade cristã na família: um casamento que dá certo”. A temática quer ajudar as famílias a vivenciarem a espiritualidade. "São gestos de espiritualidade que podem fazer a grande diferença na convivência dos esposos, no crescimento dos filhos na fé, na renovação da alegria pelo amor que se renova no dia a dia pelo dom da graça de Deus", explica dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB.
Os objetivos desta semana vocacional são despertar as famílias para a espiritualidade que a constitui, chamar a atenção da sociedade sobre a importância da família e, ao mesmo tempo, ajudar as famílias a se fortalecerem na unidade. De acordo com o nosso Papa, “é importante que os pais cultivem as práticas comuns de fé na família, que acompanhem o amadurecimento de fé dos filhos”. Assim, além de viverem o amor entre si, os membros da família também aprenderão a viver o amor a Deus. E vivendo o amor a Deus solidificarão também os laços da fraternidade entre si, sabendo que em cada situação difícil poderão contar com a ajuda amorosa de Deus.
Destacamos da recente Mensagem do Papa Francisco ao I Congresso Latino-americano para a Pastoral Familiar (Cidade do Panamá, 4 a 9 de agosto de 2014) a centralidade da espiritualidade familiar.“Para além de seus prementes problemas e de suas necessidades urgentes, a família é um ‘centro de amor’, onde reina a lei do respeito e da comunhão, capaz de resistir aos ataques da manipulação e da dominação dos “centros de poder” mundanos. Na casa familiar, a pessoa se integra natural e harmonicamente em um grupo humano, superando a falsa oposição entre indivíduo e sociedade. No seio da família, ninguém é descartado: tanto o idoso como a criança são bem vindos. A cultura do encontro e o diálogo, a abertura à solidariedade e à transcendência têm nela o seu berço”.
A raiz dessa experiência fundante do amor familiar, lembra Francisco I é “a sua abertura a Deus como Pai. Por isso, o Documento de Aparecida indicou que a família não deve ser considerada só como objeto de evangelização, mas também agente evangelizador (cf. nn. 432, 435). Nela se reflete a imagem de Deus que em seu mistério mais profundo é uma família e, deste modo, permite ver o amor humano como sinal e presença do amor divino. Na família, a fé se mescla com o leite materno. Por exemplo, esse sincero e espontâneo gesto de pedir a benção, que se conserva em muitos de nossos povos, reflete perfeitamente a convicção de que a benção de Deus se transmite de pais para filhos. Conscientes de que o amor familiar enobrece tudo o que o homem faz, dando-lhe um valor agregado, é importante incentivar as famílias a cultivarem relações sadias entre seus membros, como dizer uns aos outros “perdão”, obrigada”, “por favor”, e a se dirigir a Deus com o belo nome de Pai.
Não tenhamos medo em afirmarmos a nossa fé na família, fazendo “a experiência corajosa e exigente do amor verdadeiro, através da prática da espiritualidade cristã na construção de um mundo justo e fraterno” (Subsídio Hora da Família, p. 7). Assim, nesta semana, em sintonia com a Pastoral Familiar do Brasil, as nossas CEBs – Comunidades Eclesiais de Base – nos bairros do Triângulo, Ponte das Garças, Pilões, Ponto Azul e Moura Brasil realizam, a cada noite, encontros com casais para aprofundar essa perspectiva tão urgente. E, a Pastoral da Juventude, por sua vez, promove no próximo fim de semana, 16 e 17, na Fazenda Três Barras, o 4º Acampamento das Juventudes para refletir, com a assessoria da psicóloga Kátia Medeiros, o atual tema da “Afetividade e sexualidade: desafios e caminhos para o jovem cristão”.
Família, pois uma vocação a ser abraçada! Pois “A espiritualidade cristã na família: um casamento que dá certo”!
Medoro, irmão menor – padre pecador